segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

ACENDO UM CIGARRINHO...

P’ra um cara que produz como tartaruga, se esforça como preguiça e se move como lesma, 2012 até que foi um bom ano, tirando as crises, as dores de barriga, as unhas encravadas... deixa p’ra lá...

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Produzi algumas ilustrações para o selo Guritiba até a metade do ano, capas para o fanzine Guritiba Punk, cartazes dos eventos, etc.

Agradecimentos ao camaradinha Thiago Malinoski pela oportunidade e por aturar meus chiliques.













No jornal Cândido da Biblioteca Pública do Paraná também rolaram uns cartuns, o último foi este na edição comemorativa ao centenário Helena Kolody.




E foi através das oficinas na BPP que surgiu a oportunidade de conviver com os grandes artistas Allan Sieber, Rafael Campos Rocha e Alberto Benett, além de conhecer cartunistas fantásticos e talentosos como Bruno Romã, Caroline Lemes, Dê Almeida, Gabriela Fontes, Mafalda Corrêa, Midori Suzuki, Renato Moraes, Tiago Silva e Vinnie Castro.


Rafael Campos Rocha, seu emblemático conselho e seu medo de Sasquatches

Enfim, não vou me estender mais, não foi um ano de merda e é isso o que quis dizer!


Uma tira séria...
 

... outra nem tanto...


... e um making-of p'ra acabar.

Nos vemos em 2013 o/

... pra pensar que meu passado foi pra nunca mais...


Relespública - Nunca Mais  

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

CARTUNICÍDIO


Uma constante na tira editorial é o desprendimento com a estética. Prioriza-se transmitir uma mensagem rápida e direta e não criar um desenho virtuoso com textos subjetivos; executar algo rápido e de fácil assimilação, remédio em três ou quatro quadros. Um dos motivos para isso provavelmente seja o limite de espaço –reproduzir um desenho elaborado no espaço mínimo dado às tiras em jornais, revistas pode ter um resultado final visualmente desastroso–, correndo o risco da arte esmerado do cartunista virar um imenso (pequeno) borrão de tinta preta.

A tira editorial normalmente tende a buscar um senso comum, de fácil entendimento, como já dito antes, um “remédio” para que o leitor possa passar os olhos rapidamente, se entreter e ir cuidar da vida. Uma abordagem mais artística, mais abstrata tende a colidir com esse tratamento já incutido na mentalidade do leitor. Outro fator é a ‘velocidade de produção’, pois prazos editorias normalmente são curtos e impiedosos. O cartunista passa a não pensar sobre o que pode fazer, e sim no que consegue criar dentro do prazo estipulado.

Bem, isso é uma introdução p’ra comentar o trabalho a seguir, que visivelmente não tem nada de editorial. Conversando com um amigo comentei ter desenhado uma tira “autobiográfica”, ele imediatamente rebateu: - Mas todas suas tiras são autobiográficas. Noutra ocasião ouvi a seguinte: - Acho interessante o modo como você se diverte falando de si mesmo. Parece um jeito educado de dizer que a pessoa é egocêntrica, mas entendi o que ele quis dizer. Na real, como não tenho nenhum comprometimento formal com meu trabalho, me interessa mais provocar o leitor do que elucidar um tema em si, dar o meu ponto de vista sobre qualquer tema e esperar o ponto de vista de cada um, sem parecer linear ou, sei lá, universal. Algo que me diverte também é distribuir elementos pelo desenho e ver o que cada pessoa vai achar primeiro, esse tipo de coisa faz perceber um padrão de comportamento em cada leitor, enfim. 
Há algum tempo tenho sujado mais meu traço, carregando (até demais) nos elementos cênicos dos desenhos. O motivo principal é uma busca pessoal, poder trabalhar com menos cores e mais texturas. O tipo de mensagem que tento transmitir nesses últimos desenhos também pede esse estilo, essa estética “pesada”. Aí começa a parte ruim, quando pensei e produzi a tira que quase me fez cometer cartunicídio.


Se arrastaram três semanas (sem exagero) na produção, muita dor na coluna, ombro, cotovelo e pulso. Vi essa experiência (nada agradável) como exteriorização de um problema pessoal, a frustração de se sentir “ponte”. O tema acabou dominando todo o processo, uma sucessão de dificuldades que transformou cada linha em um completo martírio. O fator ‘experimentação’ foi válido até, compreender que uma ideia tem sim limite, que é o limite físico do executor. Foi aí também quando testei outros materiais, trocando as (canetas) Micron pelas uni PIN (infeliz ideia). Dado o desabafo, fica então o trabalho maldito...

sábado, 27 de outubro de 2012

SAL-DE-FRÚTICO

Rapaz! As coisas andam Sonrisálticas por aqui nesta semana!

Muita gente talentosa e bacanuda na oficina de tiras em quadrinhos com o Alberto Benett na Biblioteca Pública do Paraná (sim, eu jubilei lá *coxinha*) e rolando enfurecidamente também a Gibicon Curitiba, p’ra alegria dos olhos e ouvidos da nerdaiada nas exposições, palestras, debates, etc. e tristeza dos bolsos nas lujinhas.


Uma tira antiga sobre lujinha...


... e uma tira nova sobre livros:

Contato pelo thiagowdr@hotmail.com, mais links na barrinha lateral.

sábado, 13 de outubro de 2012

RASPAS E RESTOS


(Ei! Eu podia ter matado essa tira em três quadros!)

A vida toda torci o nariz p’ra essa história de “raspas e restos me interessam”. Nunca botei fé nem aceitei. Acho inútil, injusto até se dedicar a algo e pedir pouco em troca. Se o esforço e a entrega são sinceros a recompensa total é mais do que o mínimo, entende o que digo?

“Migalhas se dá aos pombos”.

Isso leva ao motivo de às vezes usar pombos como personagens (de correr atrás deles na rua gritando “flango, flango!” não vem ao caso agora). Um animal asqueroso, coxo e que não tem valor nem utilidade (é o que dizem), mas do qual poucos percebem eventualmente ser a descrição de qualquer um de nós em um certo momento da vida, dependendo só do ponto de vista do locutor. 

A alegoria que tento criar usando o pombo é a da resistência, de um ser que mesmo fadado a se contentar com pouco resiste e não aceita. Morô?!

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

BLENDING NO PHOTOSHOP


'Tava devendo essa dica pr'o camaradinha Bruno Schier, eis aqui. :P É sobre um jeito prático de colorir usando o Photoshop. Antes de descobrir isso sofria com a Background Eraser Tool, removendo as partes brancas antes de aplicar a cor (esqueça isso), com o que vou mostrar basta um clique p'ra fazer o trampo que levava horas, lá vai:

Digitalizo (escaneio) com resolução de 300dpi (ppp) p'ra não perder qualidade e evitar pixelização (aquele efeito “quadriculado”) que acontece quando ampliamos uma imagem com baixa resolução.


Antes de colorir faço uma série de ajustes:
  • Auto Tone e Auto Contrast;
  • Depois com as cores padrão na palheta (preto e branco), uso o Gradient Map;
  • Por último, se a imagem ainda estiver desbotada, utilizo o Levels para escurecer o preto e clarear o branco (gênio!).

Aqui faço uma “limpeza” no desenho ('cê pode apagar, eu pinto de branco), removendo as “sujeiras” que inevitavelmente o scanner deixa... Poeira, bonitão!


Agora vem o sagu: O segredo p'ra fazer o branco no desenho sumir e revelar o que está na camada de baixo é usar Blending modes, com o tempo você aprende a combinar esse recurso em diversas camadas e personalizar mesclas de cor. O que vamos usar é o Multiply (layer 0).


Veja o resultado, como dito antes ele oculta o branco da imagem e revela o que estiver na camada de baixo (layer 1). Simples não?


segunda-feira, 25 de junho de 2012

#CSM2012

E no sábado último (23/06) rolou a segunda edição do Curitiba Social Media, o encontro sobre mídia social e marketing aqui de Curitiba (gênio), com um dia todo dedicado a palestras e discussões entre profissionais e (não) famosos da internet. Eis que acordo eu (o cartunista) sorumbático, por não ter conseguido ingresso (deixei p’ra última hora mermo mermão!).

A surpresa foi grande mesmo, quando ao começar minha maratona diária no Twitter (aquela que consiste em ficar apertando F5 freneticamente na esperança de que algo aconteça até perceber que nada vai acontecer e desistir), noto ali um twitt perdido dizendo que a partir das 13:30h o evento seria transmitido online pela ÓTv! Okay, metade do evento já tinha escorrido pelas pernas, mas eu acabara de acordar mesmo (mentira) (verdade!).

Fiquei feliz, fiquei frenético! Nem o dia cinza e apocalíptico que fazia na capital conseguiu tirar do meu rosto um sorriso abobalhado. No conforto da cadeira desconfortável (procuro patrocínio) passei a tarde e começo da noite em frente ao computador acompanhando o CSM, que visivelmente estava mais bem organizado que na primeira edição. Pausa para o lanche, pausa para o café, longe dos fanboys que costumam roncar na cadeira ao lado nesse tipo de encontro, tudo que um sociofóbico (pata) sonha.

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O que mais me deixou contente, além de não perder o  #CSM2012 , foi o fato de impressionantemente eu conseguir realizar duas ações simultâneas, que foram acompanhar o que ‘tava rolando no evento e terminar de colorir uma ilustração. Me senti o mamífero bípede mais multifuncional num raio de quilômetros. A ilustração é esta aí embaixo e foi  até divulgada durante a transmissão por conta d'um twitt calhordão. Gringo. Emocionei. Rumo ao hexa. Enfim, é isso.

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