quinta-feira, 30 de julho de 2009

LOS POMBOS!

Andando por aí percebi algo incomum: Eu simpatizo com pombos! Yeah, já me peguei diversas vezes olhando eles andarem de lá para cá nas ruas ou em qualquer terminal de ônibus. Pombos são divertidos, talvez pelo fato de não fazerem sentido, não terem utilidade, não participarem de cadeia alguma... Bem como os humanos, mas isso é opinião pessoal, sem crise. É claro que essa simpatia toda é meio platônica, sendo que nunca me atreveria a pegar um nas mãos pra trocar uma idéia. Pombos são aves genuinamente engraçadas, talvez pela sua falta de aerodinâmica, do seu caminhar disforme e repicado. Pombos não pulam, pombos não batem as asas e principalmente não olham para trás. Sempre tive a impressão que são mal projetados, talvez o esboço de alguma outra espécie que não viva na cidade, mas com certeza eles deveriam ter patas maiores e reforçadas, para facilitar o caminhar e tornar sua decolagem mais rápida e eficaz. Pombos são naturalmente camuflados... Mas afinal de contas, camuflados para quê? Esse papo todo é furado, eu sei, é que diz respeito ao desenho aí embaixo e a todo o resto do Post, vai vendo...

Essa idéia surgiu num momento “puto de ônibus”... O esboço saiu ali mesmo, na hora...


Só sabe quanto engraçado é o pombo quem já viu algum caminhando sob superfície com frestas ou chegou a imaginar um andando por aí de chapéu-coco e bengala...

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Pombos não pulam como as andorinhas. Pombos não gritam como bem-te-vis. Porém não enchem o saco no gramado como os quero-queros, mas cagam igual ou mais que os pardais, então fique esperto!

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Eles não caminham bem, não voam bem e não cantam também. Estão aí é para te divertir! Adote um pombo my brother, achar um não será a tarefa mais difícil do mundo e tão menor será a burocracia para tão generosa bem-feitoria. Dê um banho nele, retire os piolhos. Deixe esse simpático animal cuidar das crianças, correndo livre e comendo minhocas na grama! (Putz, pombo não sabe comer minhoca!)

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POMBO: Antítese do mundo corporativo. Enquanto em um acumular o maior número de habilidades (mesmo que inúteis) é a meta, no pombo-universo o que tem a menor utilidade se destaca!

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PRECAUÇÃO FINAL: Ao adotar um pombo nunca o lave com qualquer tipo de detergente. Risco do animal não mais voar ou fatalmente morrer por ocorrência de hipotermia.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

NO CAMINHO

Descobri recentemente que algumas pessoas me consideram grosseiro e irredutível. Não fazia idéia disso, sempre fui meio que afável e submisso. Talvez eu tenha mudado. Tenha cansado de ouvir “não”. Tenha me frustrado em esperar e não ver resultado. Tenha criado mecanismos tortos de defesa. Tenha tido certeza sobre as certezas infundadas do universo. Talvez tenha feito recesso a cerca dos contentamentos pouco vistosos. Tenha assimilado Nietzsche. Tido uma vontade súbita de praticar Kerouac. Mas não penso em Dean Moriarty, não. Vejo mais como Sal Paradise. Aliás, acho que ninguém se vê Moriarty. Esse deve ser a personificação do inconsciente, aquela vontade de jogar tudo para o alto, aquela necessidade de loucura que incontrolavelmente desaba em alguma altura da vida sobre as almas por demais amenas.

O descontentamento vago, a insegurança vazia e a orgia dos desejos platônicos. Nada disso tem me feito a cabeça. A certeza me vem com os pensamentos “da rocha”. Acho que deve ser isso mesmo o que incomoda. O que tira o sono. O que põe em cheque qualquer aproximação e permanência. As palavras duras não me ofendem, de nenhuma maneira. Cheguei até a achar que essa fosse a forma mais terna de um entendimento maduro. Vi até alguma virtude nisso tudo. Todos clamam por sinceridade. Mas qualquer sinceridade parece ofensa aos ouvidos de quem é alvo. Não cerro o punho p’ra dizer verdades. Não pense isso de mim. Não sou covarde e não me alimento da fragilidade insegura de quem se entrega. É cega essa impressão. A mão sempre estará estendida, o problema é que as vezes escorrega e deixa cair ao chão. O que parece duro. O que te salta aos olhos como rancor nada mais é do que a pura vontade de te ver maior, mais forte, mais certa.

Agora o que resta é tempo. E não sei mais o que fazer. Agora eu continuo e sigo ainda em frente. Espero o que vai acontecer.


Sem desenhos hoje, certo?! Mas tenho coisas novas... P'ra mais além...