quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

CARNAVAL CURITIBOCA

Que bom! O Carnaval. Uma época tão animada, tão festiva, tão sincera. A data marcada para ser feliz. Largar mão. Ouvir música ruim e achar que tudo vai às mil maravilhas. Que festa! É como a vovó que larga do bolo na cozinha para ver o Roberto Carlos na TV. Amém. Na quarta-feira a igreja está cheia. Cheia de gente culpada. Cheia de gente que nem viu de que lado veio o pecado que a penetrou a alma (se é que você me entende). Ou vai ver que sou muito antiquado e não sei das belezas da vida. As festinhas com “Huhuuuuuuuuuu” são tão vibrantes na vizinhança quando se está tentando fazer algo menos vibrante. Por que diabos mulheres exaltadas gritam “Huhuuuuuuuuuu” quando estão bêbadas? No Brasil é assim. A gente curte tapar o sol com a peneira. E na quarta-feira de cinzas está tudo cinza, verde e amarelo de novo. E vamos trabalhar cambada que o próximo feriado já está assinalado no calendário com caneta vermelha e anotado: Praia! Só não encham tanto a cara e não morram nas estradas porque já não dá mais para suportar, mas que nada, sempre há um motivo para comemorar na nossa bela pátria de sorrisos. Aqui não tem rota 66. Não funciona On the Road não. Mas tem buraco. E tem buzina. E tem bastante guarda rodoviário e radar. Mais para frente bafômetro. É o Born to be wild made in Brazil!

Ainda bem que para subverter todos esses males existe o Carnaval curitibano! Uma espécie de Anti-Carnaval. Sim. Um carnaval animadíssimo. Para os mais otimistas uma espécie de Carnaval europeu. Mas ele é na verdade festa para pessoas rápidas, diretas, resumidas. Afinal, piscou, já era... Graças a Deus! Curitiba: A antítese da Bahia.


Para quem ainda vai seguir o trio-elétrico é bom lembrar: O que impera por lá é a Lei do Pau (A mesma aplicada em ônibus lotados). Diz o seguinte: Lei do Pau: Quem tem esfrega no outro. Quem não tem se dá mal!

E... Acabou! Para os que sobreviveram, parabéns. Para os que não... Hm, mais sorte da próxima vez!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

BENETT APAVORA!

Essa sim pode se chamar de grande influência. Sabe como é, admirar alguém, se esse alguém não for próximo é extremamente contraditório. Uma das minhas inspirações com certeza é Charles Schulz, mas a que me faz desenhar mesmo está no trabalho de Alberto Benett. Porque convenhamos, Schulz ‘tá bem longe... (E morto)! Lembro que a primeira mesmo, dose de piada autêntica, nonsense, aquela que faz rir até cair, irônica, que escarneia a própria sorte (ou falta de), que não é “bonita pra vender brinquedo” nem politicamente correta foi-me apresentada nas tiras e textos do moço em questão, lá pelos idos de 2003, 2004 no vertiginoso Gonzo do caderno FUN da Gazeta do Povo. Bons tempos de descoberta. Desde então desenvolvi meu (péssimo) humor em cima disso. Pode ser definido como um “humor Curitiboca”... Aquele que não precisa ser humilde, generoso, nem positivo e que por muitas vezes é até trágico. Deve ser o frio a causa! Mas pra puta que o pariu! Essa deve ser a identidade local! Autêntico agora já não é muito, graças aos que gostaram e foram atrás! Se um dia por ventura isso tudo vingar, se eu não encorpar e servir a construção civil, com certeza devo ao que esse cara de boné surrado representa, pra mim e pra um monte de gente. Valeu Benett. Com um “ene” e dois “tês!

Copiando na cara-larga. Não façam isso em casa crianças! Dá processo ou dependendo da ofensa até morte!

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Benett Apavora, o primeiro livro. Muito engraçado. Sei que dezenas de pessoas tem um igual a esse, com desenho original e a primeira página autografada. Mas quem disse que eu ligo?! O meu é especial!

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Ele se inspirou nas minhas tiras do Post abaixo, de fé... Assim como os ‘trocentos que já fizeram por décadas piadas com esse assunto. Hehe!

O Blog é muito bom, faço mais de três visitas diárias... Não sei para quê... Mas faço.
http://blogdobenett.blog.uol.com.br/

Depois coloco alguma coisa minha. Tipo, num próximo Post. Daqui a meses... Hehe.